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Tudo que é postado por aqui é escrito e idealizado por Roberto Camilotti, autor do blog, que é mantido por anúncios e cujas postagens são de literatura em geral.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Conto: O Iluminado às Favas.


Foi imediatamente após o instante em que o feixe de luz se acendeu, clareando a noite, que Paciência se teletransportou no Cais do Valongo e foi flagrado por Desidério, que havia acabado de se recostar em um muro para dormir ao relento. Paciência, ao tempo em que tinha a fisionomia insuspeita de um homem, era um misterioso refinado viajante estrangeiro, vindo do outro mundo.

Temeroso, Desidério, com o susto, mal acreditou no que viu. Arregalara os olhos com a aparição, mas permaneceu recostado no muro como se nada houvesse acabado de acontecer. Julgou prudente que continuasse assim. Não sabia que o sujeito era de bem, amigável e que, se não tivesse motivos, tampouco também os teria para fazer-lhe mau. Depois que apareceu, Paciência manteve uma postura absolutamente contemplativa em relação a noite. Ao ver a Lua, agigantada, brilhosa em um céu negro salpicado por mínimas estrelas faiscantes e próxima da Terra, diferente dos cinco satélites prateados que orbitavam o seu planeta, ele se emocionou então, derramando uma solene lágrima perolada. Seu mundo e todo o seu reino travavam uma longa e duradoura guerra, que suportava valentemente. Em busca de distração, de tranquilidade, de paz, visitara o cais outras duas vezes, sempre a noite para que ficasse sozinho.

Desidério desconfiou que o homem não quisesse ser flagrado. Se recostou um pouco mais e ficou observando-o apenas com um dos olhos entreaberto, fingindo dormir. Paciência, no entanto, não demorou a perceber que não estava sozinho. Com uma visão super-humana, olhou em volta e viu que ele o observava, oculto no escuro, e percebeu seu medo. Reverenciou-se à Lua em profundo agradecimento por sua cósmica existência, em um até logo, e foi até Desidério, que, por sua vez, sem prever que se aproximasse, se levantou e pôs-se a caminhar para fora do cais.

-Porquê tem medo de mim?

Desidério, porém, continuou caminhando. E apressou os passos.

-Que mau eu lhe fiz com a minha presença?

Ainda assim, apressou os passos.

-Pare!

Desidério não parou.

-Eu mandei você parar!

Continuou caminhando.

-Pare ou eu o faço parar!

No que exclamou, uma explosão silenciosa e luminosa, de repente, se acendeu às costas de Desidério, que, então, apavorado, parou.

-Porquê tem medo de mim?

-Não sei, senhor, você apareceu e eu apenas fiquei com medo. Levantei para ir embora. Não sei o que me deu.

-Pois não precisa ter medo. Não vou lhe fazer mau; teria feito se quisesse no momento em que apareci. Já que me viu, só quero sua companhia.

Desidério concordou em fazer companhia para Paciência. Caminharam de volta para o ponto no cais em que havia se recostado no muro para dormir e, ao sentarem-se no chão de pedra, ficaram infindáveis dois minutos sem que dissessem coisa alguma. Um olhou para o rosto do outro como quem oferecia a oportunidade de começar a falar, e em vão. Foi então que Paciência quebrou o silêncio:

-Deve estar curioso em saber como eu fiz aquilo, adivinhei? Não precisa fingir que não viu como eu cheguei aqui. Sei que é difícil para você acreditar que uma pessoa possa aparecer do nada. Se estivesse em seu lugar, também não acreditaria. - Paciência sorriu com inesperável simpatia para Desidério e, depois, se apresentou. - Venho de uma Terra localizada há trinta galáxias de distância da sua. Sou um ser de paz. Meu nome é Paciência.

Muito mais calmo diante da eloquência e civilidade de Paciência, Desidério foi objetivo em perguntar:

-Mas, exatamente falando, o que é você?

-Desculpe se não fui suficientemente claro em minha apresentação. - disse, Paciência. - Vim de um planeta distante, há duzentos bilhões de anos-luz da sua Terra para ser mais exato, embora não tão longe para mim como pôde perceber. Sou extraterrestre e seu amigo, pois quero que me considere assim. Sou Paciência. E você, quem é?

-Meu nome é Desidério. Vivo nas ruas. Também pode me considerar um amigo.

-Vive nas ruas?

-Correto, pode acreditar que sim. Onde pousou a sua nave que eu não a vejo?

-Nave? Em nenhum lugar. Quando me viu aparecer, viu descer alguma nave do céu?

-Não.

-Pois é, e não a veria porquê não preciso de uma para ir aonde eu quero. É assim que se dá com todos de minha Terra. Nos teletransportamos. A nossa nave é a luz.

Logo em seguida que Paciência explicou, um gato se aproximou e deitou em seu colo. Queria que lhe alisasse os pelos, queria carinho.

-E a luz é segura? - Desidério perguntou.

-Sim, é segura, mas sempre haverá um pouco de dor para tudo que se inventa.

-E de morte, e de sangue também?

-Sim. - Paciência respondeu.

-Temos muito em comum então. Não somos mais tão estrangeiros assim.

No momento em que se seguiu, o gato que havia deitado preguiçosamente no colo de Paciência se levantou e pôs-se a andar como um mimadinho que se cansara de receber carinho, desaparecendo na penumbra do cais.

Conversavam com refinamento e certa coloquialidade. Já não parecia mais que Desidério se encontrava diante de um viajante espacial; dirigia a ele argumentos e considerações semelhantes aos de um amigo de longa data e o contrário foi recíproco nas vezes em que Paciência o aconselhou de forma fraterna e construtiva. Pouco mais de uma hora, intuindo o passado incomum de Desidério, ele o estimulou para que contasse o máximo que lembrava dele.

-Falei de onde vim, mas você ainda não. Precisarei perguntá-lo para saber?

Desidério respondeu então:

-Sou angolano, de uma aldeia do norte de Angola. Mal virei homem, reuni toda a coragem com algumas poucas peças de roupas sujas dentro de uma mala e vim para o Rio de Janeiro em busca de emprego, de uma vida melhor para mim e para meus pais. Isso, há mais de trinta anos, muito tempo realmente! Vim fugindo da miséria, que, como você pode imaginar pela minha autal situação, nunca aconteceu. Frustrado, há mais de trinta anos que troquei a aldeia pela rua. Que eu podia esperar, não é mesmo? Não tive estudo decente e o único emprego que arrumei não vingou. Passei a maior parte do tempo vivido no Rio, desempregado, de cais em cais. Também não pense que tenho orgulho de ser mendigo e de depender da caridade de estranhos, é que me conformei com a realidade. Nasci para morrer pobre.

-Acha mesmo isso? Acredita que nasceu destinado ao pior?

-Sim, é o que acredito, ou é o que me conforta acreditar pelo menos.

-Às vezes, a gente se perde para se encontrar.

-Tem razão talvez, mas alguns nunca se encontram mesmo eternamente perdido.

Quando jovem, Desidério tinha um hábito que o fazia ser bastante impopular na aldeia. Descontraído, soltou uma sonora gargalhada ao exclamar:

-Até que fui feliz em Angola; sequer a tarde caía, matava aula do colégio e ia direto para o quintal da vizinha para gozar. Bons tempos, aqueles!

Paciência, compreensivo, também gargalhou.

-Sente saudade do quintal da vizinha? - perguntou.

-Não, sinto saudade de toda a Angola. Me agrada os bons momentos escondidinhos nas lembranças.

-Protegidos.

-A salvo. Mas não gozava em qualquer canto, gozava em um jardinzinho improvisado, em uma plantação de rosas próxima de uma cerca, e, por mais que me apressasse e tentasse ser discreto, às vezes, era flagrado em gritos raivosos e de protesto pela vizinha, que ia correndo contar a safadeza aos meus pais. Como desculpa, dizia-lhes que não tinha culpa que o perfume das rosas me excitava.

-Ainda excita?

-As rosas do Brasil?

-Sim.

-Não, só as de Angola, as da vizinha.

-Senta saudade de seus pais?

-Não, não sinto mais. Me conformei com a falta deles também. Papai e mamãe morreram pouco depois que parti para o Brasil.

No que Desidério terminou de responder, o gato que havia se deitado no colo de Paciência reapareceu da noite em que se ocultara, voltando a se deitar preguiçosamente no colo de Paciência, que, por sua vez, tornou a responder à preguiça sendo demoradamente carinhoso com ele. Com suas mãos alongadas e albinas, Paciência alisava-lhes os pelos do corpo ao ponto de que o gato, como que amolecido de conforto, dormia em seu colo e despertava com um miado fino; ambos imersos em ternura. Desidério até que tentava ignorar a presença do gato e concentrar-se exclusivamente na figura daquele viajante, mas o gato, vez ou outra, se levantava do colo de Paciência e se esfregava contra as suas pernas, igualmente terno e preguiçoso. Desidério, para não se passar por insensível, ofereceu uma ou duas alisadas de mão ao gato.

Paciência perguntou para Desidério:

-O gato é seu?

-Meu? Não. Pelo que vejo, é nosso, é de todos. - respondeu com descontração.

 -Nosso, de todos e dos primeiros. - Paciência concordou.

Os dois permaneceram no cais por mais algum tempo, conversando sentados no chão de pedra e recostados no muro, até que Paciência se levantou e despediu-se de Desidério.

-Está na hora de eu retornar para a minha Terra, na qual ainda tenho uma guerra para combater. - disse.

-E porquê não trabalha pela paz?

-Porquê nem sempre a paz é o melhor, o mais sábio a se fazer, o caminho que leva a tempos mais frutíferos. Às vezes, são somente a dor e o sofrimento que fortificam reinos, engrandecem convicções e fundamentam os mais valorosos valores.

-A paz inclusive?

-A paz inclusive.

-Mas tenta!

-E acha que já não tentei? Preciso mesmo ir. Se eu não for, vão sentir a minha demora e virão me buscar em sua Terra; e não vai querer que eles venham me buscar em sua Terra, eu lhe asseguro. Adeus, Desidério.

-Paciência!

-Sim?

-E Deus?

-Deus?

-Deus existe?

Sem que o respondesse, Paciência o encarou com profunda compaixão, sorriu-lhe de modo fraternal e desapareceu imediatamente após o feixe de luz se acender.


FIM


28 comentários:

  1. Olá!
    Achei bem interessante seu conto e apesar de não ser um gênero que costumo ler foi uma agradável surpresa.
    No início tive um pouco de dificuldade em entender mas a medida que a leitura foi fluindo curti bastante.
    Gostaria de ler mais sobre a temática que envolve a Paciência. Aliás, vc tem mais desses textos pelo seu blog?
    Parabéns pelo conto.
    Espero ler mais em breve!

    Até a próxima!

    Camila de Moraes - Blog Book Obsession.

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    1. Oi, Camila, obrigado pela visita.

      Com essa temática especificamente não, mas pretendo escrever outros contos tão bons quanto, rs.

      Volte sempre e obrigado mais uma vez.

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  2. Olá, Rob!
    Simplesmente adorei seu conto!
    Apesar que sou suspeita em falar sobre contos, pois amo muito e amo poesias também.E este seu conto me surpreendeu bastante conforme ia lendo.E não sei o porquê, mas ele me lembrou infância e através dela veio a saudades. Saudades do meu avô que já se foi há muitos anos e ele costumava contar esses tipos de contos para mim e a minhas irmãs, e eu amava ouvir e então conforme eu ia lendo o que você escreveu, era como se eu pudesse voltar ao tempo.
    Amei mesmo, de verdade.
    Obrigada por compartilhar algo tão delicado e obrigada mais ainda por me dar a oportunidade de reelembrar velhos tempos.
    Espero poder ler mais dos seus contos.
    Abraços e até a próxima!

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    1. De nada, Cássia, vote sempre!

      Feliz que tenha provocado boa lembranças, mesmo que por alguns minutos.

      Abraço.

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  3. É o segundo texto seu que eu leio, não pude deixar de observar sua inclinação para a ênfase na narrativa e para o gênero do romance, tudo muito bem desenhado como uma originalidade que não deixa dúvidas sobre seu punho empregado ai, na maneira como descreve cada detalhe.A moral dessa história que nos trás uma reflexão me lembrou muito Paulo Coelho.

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    1. Obrigado, vibro que tenha curtido o conto.

      O conto é uma fantasia com uma pitada de existencialismo, rs.

      Abraço.

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  4. Não é meu tipo de leitura favorita, mas, com certeza, me cativou.
    No começo confesso que fiquei meio confusa, mas ao decorrer da leitura pude entender melhor o que estava se passando e apreciar o texto.
    Mesmo não sendo meu estilo de literatura, foi uma leitura agradável e que me prendeu. Parabéns e mal posso esperar pelo próximo.

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  5. Olá, Rob ><
    Não sou muito de ficar lendo contos, mas os seus merecem a atenção.
    Você escreve muito bem, usa temas bem recorrentes e vai surpreendendo o leitor conforme ele vai avançando na leitura. Parabéns

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    1. Obrigado, Thai, muita gentileza a tua, rs.

      Continue acompanhando o blog.

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  6. Olá Roberto, passei para visitar e ler o seu conto. Adorei a narrativa e de como conduziu os personagens.
    Gostei muito.
    Abraços.

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    1. Uiara, obrigado pela visita. Você já é da casa, rs.

      Quem bom que gostou da história.

      Um abraço.

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  7. Rapaz, diferente do que costuma escrever, mas gostei igualmente. No minimo curiosos, Paciência e Desidério.

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    1. Obrigado, Vitor, se gostei então eu também gostei que tenha gostado, rs.

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  8. Ufa! Aterrissei...Uau! Esse conto está muito bom, você embarca em uma viagem às cegas sem saber onde vai parar, e não é que foi uma viagem maravilhosa...Amei...Parabéns!

    www.livrosemretalhos.com.br

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    1. Obrigado, amigo ou amiga, rs. Enfim, obrigado mesmo.

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  9. Já disse que virei sua fã? kkk
    As personagens são muito bem trabalhadas, levam o leitor a amar cada uma delas, desejar mais histórias, fazer parte desse mundo e o mais importante a pensar sobre a vida, em como temos vivido nossos dias.

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    1. Thaís, obrigado.

      Que bom que este conto a tocou de alguma forma. Fico feliz por isso.

      Volte sempre!

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  10. Oi Rob, tudo bem?

    Eu adorei o seu conto, ele tem um significado bastante profundo para quem consegue ler nas entrelinhas.
    Acho que você utilizou de várias analogias que no fundo fazem muito sentido e que mexem com o leitor. Seus personagens foram bem construídos e a leitura me permitiu uma viagem: para o RJ, para a Angola, para o espaço, para o céu e para a paciência, principalmente. Parabéns!

    Beijos!

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    1. Obrigado, Alice, se consegui tudo isto, acredite que foi sem querer querendo, rs.

      Minha única preocupação se resumiu em contar uma boa história.

      Até o próximo conto!

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  11. Geralmente não encontro texto com esses gêneros, porque não é meu costume de leitura, então não tenho como comparar, mas gostei muito do que li.
    Beijos!

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    1. Obrigado, Lilian, também não tenho como responder teu comentário.

      Um obrigado serve, rs?

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  12. Olá, primeira vez que leio um conto seu e me admira muito a forma com que escreves. Não é meu gênero literário predileto, mas seu conto me prendeu e me cativou do inicio ao fim.
    Adorei.
    Abraços

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    1. Renally, estreou coo o pé direito nas postagens deste blog. Também adoro este conto.

      É um dos meus preferidos.

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  13. Olá, tudo bem?

    Parabéns pelo o conto, gostei muito dos seus personagens e da maneira que você escreve. Não tenho o hábito de leituras nesse gênero, mas me agradou bastante!

    Beijos

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    1. Obrigado, Vanessa, comigo está tudo bem. Que bom que gostou do conto.

      Volte sempre!

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  14. Mais uma vez acho que os seus contos têm muito mais do que aquilo que imaginamos no primeiro momento. É incrível como consegue colocar tantos ensinamentos em algo que pode parecer tão simples, tão só como um conto que entretém.
    Acho que esse "Paciência" é realmente uma metáfora. Acredito que só quando somos evoluídos, iluminados o suficiente, conseguimos a dedicação para lutar por aquilo que desejamos, por algo melhor com verdadeira determinação, algo que requer tempo e PACIÊNCIA. Então, esse "Paciência" que viaja através da luz, para mim, foi só uma metáfora. E Desidério ainda tem muito que aprender, não é?
    "Às vezes, são somente a dor e o sofrimento que fortificam reinos, engrandecem convicções e fundamentam os mais valorosos valores." - poderia ainda continuar a minha reflexão com esta sua frase, mas o essencial já disse e não quero ser enfadonha.
    Tentei "filosofar" demais ou cheguei ao cerne da questão?
    Mais uma vez, você foi genial!!
    Beijos

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    Respostas
    1. Bia, antes, obrigado por teu comentário e por ler meu conto. Fico feliz que tenha gostado.

      Sobre suas duas perguntas: sim, Desidério tinha muito a aprender e não, não filosofou de mais não. Chegou ao cerne da questão. Esse conto, sem querer ser muito pretensioso, trata da jornada humana, dos nossos erros e acertos enquanto evoluímos em nossa condição de espécie.

      Volte sempre!

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