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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Conto: Cabeça de Cachorro.


O amor é assim na vida mas não é com todos.

Antes que a madrugada desse passagem a mais um dia e a primeira alma viva surgisse para a missa na Igreja Matriz São Francisco de Sales, construção principal da Rua do Leite, Barilari abri sua pequena banca de jornais e revistas. O dia anterior havia sido fraco em clientela, quase não havia vendido, estava confiante de que venderia mais no entanto, que sobraria algum trocado para pagar as contas atrasadas da casa e para fazer um cineminha, no próximo final de semana, com a mulher e os cinco filhos. Até que o primeiro cliente na demorou a chegar: um inocente e pueril menino na verdade cuja péssima aparência dava a entender que vivia na rua. O menino caminhou até a frente da banca e se pôs a olhar para as feições cansadas de Barilari emolduradas por um gradeado.

De início, Barilari não percebera sua presença, no que o percebeu por volta de uns quinze minutos depois, cheio de bondade no coração, foi para fora da banca para falar com o menino maltrapilho. - “Pois não, garotinho, o que procura? Está perdido? Como se chama?” - o menino nada respondeu. Deu-lhe as costas, caminhou até um banco de cimento próximo e lá ficou. Barilari retornou para dentro da banca, de onde, não conseguindo deixar de se mostrar preocupado com o menino, ia olhar para o banco vez ou outra para ver se continuava lá, sentado e solitário. - “Está com fome? Tem sede?” - continuava sem falar com Barilari.

Foi então que o menino se levantou e caminhou até a banca, onde Barilari separava uns jornais rasgados das revistas de esporte.

“É Gustavinho.”

“Que foi que disse?”

“Disse que meu nome é Gustavinho.”

“Então, você fala!” - Barilari comemorou. - “Gustavinho?” - buscou confirmação.

“Sim.”

Barilari guardava, em uma mochila, dois sanduíches que comeria no almoço. Ofereceu-os junto com uma garrafinha de suco de laranja e outra de água. O menino assassinou a fome e a sede ali mesmo, sentado na entrada da pequena banca de jornais. Depois que comeu os dois sanduíches e tomou toda a garrafinha de água e a de suco de laranja, Gustavinho ia se levantando para ir embora quando Barilari perguntou:

“Você mora e dorme onde, garotinho?”

“Eu moro onde der para eu morar, não tem importância, e durmo onde ninguém pode ficar me olhando. Ninguém gota de gente vendo a gente dormir, não é verdade? Aqui na praça, ali na porta do banco, onde der.” - Gustavinho voltou a se sentar na entrada do banco.

Depois da resposta, Barilari teve a inequívoca confirmação de que o menino vivia realmente nas ruas, conforme havia concluído. Imediatamente, encarou-o com doçura, zelo e carinho.

“Também não gosto de ser observado dormindo. Ninguém gosta, você tem razão. Posso lhe fazer companhia por hoje?”

Gustavinho acenou que sim com a cabeça.

“Nunca te vi na praça e olha que faz anos que trabalho aqui. Engraçado, não acha Gustavinho?”

“Talvez.” - o menino respondeu. - “Eu sempre vou de um lugar para o outro todo dia e toda hora. Qual é o nome dela?”

“Dela, quem?”

“Da praça, ora! Onde eu disse que dormia!”

“Praça da Rua do Leite.” - Barilari respondeu. - “Bom, na verdade, a praça não tem nome, não. Nós é que a chamamos de Praça de Rua de Leite porque fica na Rua do Leite. E aquela é a Igreja Matriz São Francisco de Sales.” - apontou para a construção que se destacava no centro da praça.

“Construíram uma igreja em uma praça que não tinha nome?”

“Sim.” - Barilari sorriu com a ingenuidade do menino.

“Então, se aquela é a Igreja Matriz São Francisco de Sales e a igreja fica dentro da Praça da Rua do Leite, o nome da praça deveria ser Praça da Igreja Matriz São Francisco de Sales e não Praça da Rua do Leite, não é verdade?”

“Acha mesmo isso?” - Barilari incentivou-o para que continuasse argumentando.

“Sim.” - Gustavinho garantiu. - “Praça da Igreja Matriz São Francisco de Sales é um nome muito comprido, mas é mais bonito. Praça da Rua do Leite é um nome mais fácil de falar, mas ninguém lembraria.”

“Tem toda razão. Você é um menino muito inteligente, Gustavinho.”

O homem e o menino ainda conversavam interessadamente sobre a praça até que, momentos depois, uma mulher veio caminhando até a banca.

“Que deseja, senhora?” - Barilari se apressou em atendê-la.

“Um jornal, por favor”

“Qual desses a senhora quer?” - indicou um mostruário na parte de fora da banca.

“Esses não, quero o mais velho que tiver.”

Barilari apanhou um jornal embaixo dentro do balcão que havia pegado para ler no dia anterior e mostrou à mulher.

“Pode ser esse?”

“Esse é mais velho que você tem?”

Barilari respondeu com educação:

“Sim, senhora.” - Barilari explicou educadamente. - “Geralmente, quem compra jornais gosta de ler as notícias do dia. É para isso que servem: para contar que acabou de acontecer ou está acontecendo. Coisas da modernidade, sabe?”

Convencida de que o jornaleiro estava errado, a mulher replicou:

“Bobagem. Os melhores jornais são os antigos, pode acreditar, porque aí sim é que a gente sabe se ele é sério ou não. Repito, bobagem! Como jornaleiro, já devia saber disso.”

Barilari não quis discutir. Fez com a cabeça que concordava com a mulher, que, por sua vez, ao ver que Gustavinho a observava com especial atenção, mudou de assunto, perguntando para Barilari.

“Esse garotinho bonito é seu filho?”

“Talvez.”

“Talvez sim ou talvez não?”

“Talvez sim. É um filho de alma que eu acabei de ganhar. O nome dele é Gustavinho.”

A mulher se dirigiu ao menino.

“Olá, Gustavinho!”

“Olá, dona.”

“Dona não, por favor! Pode me chamar de Vânia.”

“Vânia?”

“Vânia, isso mesmo.”

“Certo então, vou te chamar de Vânia, Vânia.”

“Obrigada, Gustavinho.”

“De nada, Vânia.”

Vânia voltou a se dirigir à Barilari, que enfileirava uma porção de revistas dentro da banca.

“Então, senhor jornaleiro, tem o jornal antigo para me vender?”

“Infelizmente, não senhora Vânia, no entanto, já que a senhora precisa tanto de um, pode voltar amanhã que eu trago alguns que tenho guardado em casa, e sem falta. Pode ser?”

“Sim, obrigada, senhor jornaleiro.”

“De nada, senhora.”

A mulher se virava para ir embora com um certo ar de vitória no rosto quando Barilari, de um modo descontraído e urgente, chamou-lhe a atenção.

“Senhora!”

“Sim?”

“Me chamo Barilari, caso esteja interessada em saber o meu nome.”

“Obrigada pela informação, senhor Barilari. Amanhã eu volto para comprar o jornal antigo.”

“De nada.”

E a mulher se afastou, indo embora.

Barilari e Gustavinho atravessaram o dia fazendo companhia um ao outro. Ao chegar a noite, Barilari fechou a banca e pegou o ônibus que parava em um ponto na praça para voltar para casa, enquanto que Gustavinho adormeceu ali mesmo, na entrada da banca, como quem, com absurda falta de realidade, imaginou protegê-la de assaltantes e de vândalos.

Vânia retornou cedo do dia seguinte conforme prometera. Chegou tão cedo que Barilari ainda não havia aberto a banca e o menino Gustavinho dormia na entrada.

Cumprimentou-o:

“Bom dia, Gustavinho.”

Sonolento, Gustavinho respondeu:

“Bom dia, dona.”

“Dona não, por favor. Esqueceu-se que meu nome é Vânia?”

“Não.”

“Não?”

“Não.”

“Por que não me chamou pelo nome então?”

“Mania e preguiça.”

“Você é pequeno demais para ter mania e também não trabalha que nem gente grande para ter preguiça, não acha?”

“Talvez.”

“Talvez?”

“Talvez, dona Vânia. É que dona é mais fácil de falar e me esqueço as vezes.

“Você é muito pequenininho para se esquecer das coisas, não acha?”

“Talvez.”

“Talvez sim ou talvez não?”

“Talvez sim.”

Ainda sentado na entrada da banca, Gustavinho se espreguiçou, espantando o resto de sono que ainda sentia e, imediatamente depois, olhou para baixo, para os pés de Vânia, e viu dois detalhes que julgou inusitados: os sapatos e as meias estavam trocados, as cores e os modelos não combinavam.

“É a última moda em Paris.”

“Em Paris?”

“Sim.”

“Mas é estranho, dona.”

“Não se diz estranho, se diz diferente! E o meu nome é Vânia, já disse.”

“A senhora gosta de ser diferente?”

“Sim, todo mundo gosta.”

“Todo mundo?”

“Todo.”

“Eu também?”

“Sim, só que não sabe.”

“Não sei?”

“Não sabe.”

No minuto seguinte, Barilari desceu de um ônibus e veio caminhando em direção aos dois. Não esperava rever Vânia tão cedo.

“Bom dia, senhora Vânia. Bom dia, Gustavinho.”

Foi cumprimentado de volta.

“Veio buscar os jornais antigos?” - perguntou então para a mulher.

“Sim, por quê? Se esqueceu?”

“Não, eu trouxe. Estão aqui, dentro da pasta, pode ficar com todos. É cortesia da casa.”

“Disse que queria comprá-los, não disse?

“Sim, mas...”

“Quanto custam?”

“Bom, foi difícil arranjá-los mas consegui nove jornais publicados no ano passado” - colocou uma pilha de jornais velhos sobre o balcão. - “Custam cinquenta centavos. É promoção.”

“Tudo isso? Está caro.”

“Reclamou quando disse que seriam de graça, agora, reclama do preço! Quanto pagaria por eles então?”

“Quarenta e nove centavos.”

“São seus!”

“Certo, aqui está o dinheiro.” - entregou ao jornaleiro um nota de um real que logo foi guardada por ele embaixo de uma pilha de revistas. - “Vou deixá-los na banca, mais tarde, volto para pegá-los.” - emendou.

“Certo.” - Barilari não fez objeção.

O menino Gustavinho, ao tempo em que Barilari não conseguia disfarçar a curiosidade em vê-la tão interessada naqueles jornais velhos, foi se afastando da banca, ao ir atrás de um cachorro de rua, até que desapareceu. Havia se cansado da companhia daqueles dois.

“Preciso deles para analisar o futuro.” - disse, Vânia, para Barilari, referindo-se aos jornais.

“Analisar o futuro?”

“Sim, este é o meu trabalho. Já consegui impedir a volta da Segunda Guerra Mundial por duas vezes.”

Barilari, no momento seguinte, notou a ausência de Gustavinho.

“Aonde ele foi?”

“Quem?”

“Ora quem, o menino que estava aqui!”

“Não. Não. Não sei, não.” - Vânia pensou um pouco. - “Juro que não sei. Será que ele não entrou na igreja?”

“Talvez.”

“Talvez sim ou talvez não?”

“É provável que sim.”

Vânia e Barilari, tão logo entraram na Igreja Matriz São Francisco de Sales, depararam-se com um outro menino, só que esse diferente de todos que já haviam visto pela vida inteira, sentado na última fileira de bancos. O menino latia sem parar e tinha a cabeça de um cachorro. Não chorava ou falava, latia igual a um cãozinho perdido de seu dono. Longe de sentir medo ou receio, Vânia se sentou no banco da igreja e o menino com cabeça de cachorro aconchegou-se em seu colo; já Barilari, encantado diante de tamanha docilidade, limitava-se em observá-lo. Ainda na igreja, deram ao menino o nome de Francisco em homenagem a outro santo, Francisco de Assis.

“Que você quer fazer agora, Francisco?” - Barilari o perguntou.

“Quer dar uma volta na praça?” - Vânia emendou.

O menino com cabeça de cachorro latiu, dando-lhes a entender que a resposta era sim. Seguraram então as mãozinhas miúdas de Francisco, os três deixando a igreja ao mesmo tempo, e levaram-no para passear. Francisco que, pelo que parecia, sempre fora metade menino e metade cachorro, ao atravessar a porta e pisar na praça, correu até uma árvore, onde só não fez xixi porque teve a atenção chamada por Vânia, que disse:

“Meninos educados vão ao banheiro e não fazem xixi na rua. Você é um menino educado, Francisco?”

“Francisco é educado, mas também é metade cachorro.” - Barilari respondeu por ele. - “Talvez muito mais cachorro porque tem cabeça de um.”

Vânia sorriu para o menino, concordando com Barilari.

Cheio de disposição, Francisco pôs-se a brincar de correr em volta dos dois, que também entraram na brincadeira. Com algazarra, imitavam tudo que o menino com cabeça de cachorro fazia, correndo atrás dele. Foi então que o prestativo bispo Dom Frutuoso, que visitava a igreja semana sim e semana não, atravessou a praça, se aproximou dos dois e, intrigado com o que viu, perguntou o que faziam. Havia visto que eles pulavam sozinhos e depois corriam de um lado para o outro sem razão aparente. Vânia e Barilari responderam que estavam brincando com Francisco, um menino que tinha cabeça de cachorro. O bispo perguntou onde estava o tal menino, pois não o enxergava. De pronto, Barilari pediu que olhasse para baixo para que o visse deitado no chão, perto dos seus sapatos velhos; contou-lhe que devia estar exausto de tanto correr e pular. O bispo atendeu o pedido. Olhou para baixo, mas não viu o menino mesmo assim. E nem o podia ver afinal já que Francisco não existia.

Dom Frutuoso concluiu o que já se dava como óbvio desde os primeiros momentos: tratavam-se de dois doentes mentais. - “Pobres coitados!” - exclamou. Solidário, o bispo fingiu participar da brincadeira. Disse para Vânia e Barilari que um outro cachorrinho havia corrido para dentro da igreja sem que eles percebessem, e sugeriu que fossem todos atrás dele. Vânia e Barilari concordaram prontamente. Os três entraram na Igreja Matriz São Francisco de Sales, onde, com perspicácia, o bispo conquistou a confiança dos dois e, a partir de então, providenciou que se internassem em uma clínica psiquiátrica, onde vieram a ser tratados com humanidade. Prometeu-os que, na instituição, encontrariam outros meninos com cabeça de cachorro.

“Receberei jornais antigos?” - Vânia perguntou. - “Preciso deles.”

“Certamente que sim, minha filha.” - Dom Frutuoso prometeu.

FIM.

18 comentários:

  1. Que sinistro!
    Mas gostei e no início até me emocionei e depois senti medo também.
    Legal quando o autor consegue nos passar todas essas emoções.
    Parabéns, Rob!
    Sou sua fã.

    Beijo.

    Cássia Pires

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    1. De nada, Cássia, também gostei e me diverti escrevendo o conto. Todo vez que escrevo me sinto como se vivesse ou visse o personagem viver os acontecimentos.

      Volte sempre!

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  2. É engraçada a forma como você consegue apresentar personagens absurdos apenas contando suas histórias.

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    1. Vitor, obrigado pelo comentário.

      O segredo é o seguinte: apresento o absurdo como se o mesmo fosse parte do cotidiano e, de certa forma, se parar para pensar, nossas vidas estão cheias de absurdos. Concorda?

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  3. Adorei, assério! Não estava à espera desse fim. Mas que senhora era essa que quer jornais antigos? E que ter as meias trocadas é a última moda de Paris? Mas que personagem tão engraçada! O jornaleiro tem um bom coração e pensei que ia acabando por casa com a senhora! Adorei mesmo a história, bem que podia dar um bom enredo de filme ;)

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    1. Joao, obrigado, fico satisfeito e enormemente feliz que tenha gostado da história.

      Abraço forte!

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  4. Oi Rob, tudo bem?

    Mais uma vez seu conto está muito bem escrito. Adorei a forma como a história se desenrolou, os fatos que se passaram e como tudo conspirou para o desfecho um tanto quanto impressionante. É estranho ver as pessoas julgarem as outras apenas porque não conseguem enxergar o que elas enxergam. Adorei o texto e um pouco das analogias que encontrei. Parabéns!

    Beijos!

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    1. Obrigado, Alice, seu comentário foi para lá de sensível e delicado. Valeu mesmo! Concordo com tudo que disse. Falta mais amor no mundo e no coração das pessoas!

      Até a próxima?

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  5. Não estava à espera do final ! Mas acho linda a forma como escreve. E o quão envolvente é a história.
    Muitos parabéns a sério !!

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    1. Obrigado, Rapariga, fico entusiasmado a continuar escrevendo novos contos quando leio comentários como o seu. Abraço!

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  6. Ah, Rob, como sempre, surpreendendo. Fiquei tão focada no texto. Personagens incríveis, conto incrível. Eu fiquei muito surpresa com o final. Que mente magnífica você tem! Parabéns mesmo!!! Você vai longe! ❤️

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    1. Suellen, se irei muito longe não sei, mas faço questão de ir aonde tiver pessoas legais como você.

      Me sinto pleno quando escrevo, talvez por isso é que meus personagens tenham tanta vida; abraço!

      Obrigado pelo teu generoso comentário!

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  7. Muito bom o seu conto, conseguiu dar peculiaridade as personagens e surpreender no final, como sempre bem escrito. Mandou bem!! Parabéns

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    1. Adriana, valeu mesmo, vindo de você que entende de contos como ninguém, teus elogios me enchem de orgulho.

      Obrigado!

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  8. Gente adoro seus contos
    Engraçado que não achei ele longo, muito pelo contrario queria mais. rsrsrs
    O bom o que suas histórias seguem um romo bem diferente, e nos surpreende no final.
    Beijuh

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    Respostas
    1. Valeu, Renata! Meus contos geralmente tem o tamanho que a história pede, rs.

      Também me surpreendo com os finais que meus contos tomam. Deve ser porque deixo minha imaginação muito solta o momento que estou escrevendo. Não fico me censurando, rs, deve ser por isso.

      Abraço e volte sempre!

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  9. Incrível! Parabéns! Muito obrigado por nos surpreender sempre com um jeito peculiar marcante.

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  10. Obrigado pelo comentário, Dalvan!
    Valeu também pelos elogios!
    Que bom que gostou.

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