sexta-feira, 28 de abril de 2017

Conto: Alegoria do Fogo.


“Até amanhã, Flor!”

“Até amanhã, senhor Casabela!”

Com o fim de mais um expediente na sede de um grande banco, Rui Casabela deixou sua sala, despediu-se de sua secretária particular para logo se dirigir até o estacionamento do prédio, onde apanharia o carro e voltaria para casa. Mas não sem antes de se despedir do irmão, que também trabalhava no banco.

Pegou o elevador e desceu até o andar do departamento de marketing. Logo na porta da sala porém foi avisado por um faxineiro que Reinaldo Casabela não se encontrava mais no prédio, que havia deixado a empresa logo após o horário do almoço.

“Não está aqui? Por que? Ele sempre avisa quando deixa a empresa. Sabe se aconteceu alguma coisa?” - Rui não escondeu a preocupação.

No que o faxineiro respondeu com confiável normalidade:

“Não me disse por que saiu, senhor Casabela, mas falava ao celular e estava apressado.”

Rui agradeceu o homem pela informação, deu meia-volta e entrou no elevador para se dirigir ao estacionamento. Quase não se via ninguém pelo caminho. O prédio estava vazio. Ainda no elevador, pegou o celular em um bolso da parte de dentro do terno para ligar para o irmão, no entanto, logo que encontrou o número na agenda, guardou o telefone. Lembrou que o sinal era muito ruim no elevador e que quase nunca vingava. Ao chegar no estacionamento, ligou então para o irmão mas ninguém atendeu. Ligou de novo sem sucesso. O número acusava estar fora da área de serviço.

Tudo em volta mal iluminado, podia sentir cada pancada de chuva no lado de fora do estacionamento. Sucedeu-se então o começo de um acontecimento assustadoramente improvável: Rui Casabela escorregou no piso molhado, bateu a nuca no chão e perdeu os sentidos. Morreu para o mundo vigente na Terra, nascendo para outro às portas de um mundo escuro e indesejável. Imaginou que houvesse caído dentro de alguma caverna. Se levantou e estendeu os braços para os lados, caminhando por um lugar que se assemelhava a um túnel abafado e cavernoso, enquanto tateava ao redor em busca de saída.

“Socorro! Alguém pode me ouvir?” - gritava por ajuda.

Algo mais improvável aconteceu logo em seguida: uma pisada em falso, Rui Casabela caiu pela segunda vez. Segunda queda, interminável, cuja escuridão ia sendo iluminada por uma paisagem predominada pelo fogo. Adentrava um mundo horrível até que parou de cair ao chocar-se contra um paredão de pedras. Não se machucou, morreu pela segunda vez, só que percebendo-se mais despertado do que nunca. Se levantou, olhou para os lados e não quis acreditar ser real o lugar aonde havia chegado. Em sua volta, uma paisagem agonizante com rios de fogo, precipícios sem fim, vales e montanhas que pareciam se derreter, tamanho era o calor.

“Isso não está acontecendo comigo! Não pode ser verdade!”

Não se enganou com a conclusão que teve em seguida. No que chegou, foi logo encontrado por almas caídas, a maioria há muito mais tempo que ele.

“Até que enfim chegou!” - uma figura masculina corpulenta se destacou das demais - “Está atrasado para a reunião. Ele está te esperando.”

Surpreendido, Rui Casabela viu-se sem resposta ou reação.

“Por que a demora? Vamos!” - o homem ordenou.

“Quem são vocês e onde eu estou?” - Rui Casabela perguntou quase que de uma só vez.

O homem se irritou.

“Que você acha que aconteceu com você e com todos aqui?” - se aproximou e fez com que Casabela começasse a andar. - “Está atrasado. Ele está te esperando.”

No meio do caminho, avistou três criaturas demoníacas dormindo pesadamente aos pés de um monte. Mais à frente, deparou-se com outras duas. Haviam centenas de outras e todas dormiam pesadamente. Foram dominadas e postas para dormir em sono eterno após as almas caídas se rebelarem e tomarem o poder naquele mundo horrível.

“Mas quem é que está me esperando?” - Casabela perguntou certa hora.

O homem nada respondeu. Orientou-o apenas:

“Você faz perguntas demais e isto pode lhe trazer problemas. Cala boca e continue andando!”

Passado algum tempo, Rui Casabela deu-se por conta de que haviam muito mais almas ali do que ele jamais imaginou encontrar. Uma verdadeira multidão judiada e maltrapilha se reunia ao redor de algo ou de alguém que não conseguia identificar.

“Você!” - uma voz potente se fez ser ouvida. - “Aproxime-se!”

“Aproximar-se aonde?” - Casabela continuava sem enxergá-lo.

Foi sendo empurrado pela multidão até o meio da reunião. Viu assim que não se tratava de nenhuma divindade ou criatura, mas, sim, de um homem aparentemente comum. Intuiu corretamente ser o líder da multidão.

“Por que demorou?” - o homem quis saber.

“O senhor me esperava?” - Casabela, sem entender nada, perguntou de volta.

Os que estavam ao redor de Casabela o encararam com nojo e reprovação neste momento.

“Tolo!”

“Conspirador!”

“Quer que prendamos ele, Mestre?”

“Como ousa falar assim com nosso Mestre Supremo?”

Antes que a multidão avançasse contra Rui Casabela, o homem misterioso interveio então, mostrando inesperada benevolência.

“Silêncio!”

A multidão obedeceu de pronto.

Em seguida, o líder das almas caídas refez a pergunta:

“Seus talentos com os números serão valiosos para a nossa revolução, senhor Casabela. Está atrasado. Por que demorou?”

Sem saber o que responder, Rui Casabela encheu-se de coragem para perguntar:

“O senhor pode me dizer por que me trouxeram para este lugar?”

Todos o encararam horrorizados e Casabela logo percebeu que não havia causado uma boa impressão e que não seria perdoado por isso.

“Levem esse homem e o coloquem nas jaulas do Grande Vulcão, junto com os outros traidores! Pelo jeito, me equivoquei ao pensar que nos seria útil. Lá, será o lugar dele agora!”

O líder da multidão ordenou aos que estavam ao redor de Casabela. Prontamente e com truculência, as almas o agarraram pelos braços e foi levado pela multidão furiosa até o Grande Vulcão. O inocente executivo do banco viu que o Grande Vulcão era, na verdade, um terrível lago de fogo. No alto, içadas por grossas correntes, haviam centenas de jaulas superlotadas.

“Mas o que é que eu fiz de errado?” - tentou argumentar antes de ser jogado na jaula. - “Por que estão me colocando aqui?” - ouviu, como resposta, escárnio e xingamentos vindos da multidão.

Foi após ser içado junto aos outros condenados daquele mundo horrível que Rui Casabela se lembrou então que procurava alguém. - “Esperem, procuro o meu irmão!” - gritou sendo escutado apenas pelos condenados. E no que se lembrou e gritou, foi como se seus olhos puxassem sua atenção para as outras jaulas. Em uma delas, reconheceu quase que imediatamente uma fisionomia esganiça parecida com a fisionomia doce e calma do irmão. - “Não pode ser verdade!” - não quis acreditar que o viu em semelhante desgraça.

Rui Casabela nunca soube como ou o porquê de haverem decaído tanto.

FIM

POESIA: Advertência!


Advertência: ninguém está livre da negligência!
Ou libertado do azar de um descuido.
Ninguém se safa do que ainda não foi cometido.
A negligência vem sempre depois de um abuso.

Negligência é mais do que má sorte!
É descaso, abandono, dolo.
É mau trato. Mau uso!

Repito: ninguém está livre da negligência!
No entanto, previna-se! Corrija-se! Mude imediatamente teu curso!

POESIA: Cacareco.


Cacareco.
Prego.
Treco.
Martelo.
Nunca, um marreco!
Porque marreco é parecido com gente.
E não é treco.
E nada tem de cacareco.

Cacareco é coisa que não serve mais.
É coisa deixada de canto, escanteada para trás.
Não pode ser referida igual gente.
Gente fala, pensa, come e dorme!
Gente pode ser tudo.
Tudo, menos o nada/tudo de um cacareco!

POESIA: Duelo de Facas.


Faca.
Foice.
Facada.
Foice.
Faca.
Traição pelas costas!

Foice.
Faca.
Duelo de facas.
Duelo de foices.
Foice.
Fachada.
Facada nas costas e foice a amizade!

Faca.
Facada.
Foice.
Fachada!
Foi.
Traição de amigo, também foice a amizade!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

POESIA: O Estrepe.


Doeu!
E doeu muito mesmo!

Estrepe fincado no dedo do meio.
No meio da ponta do dedo, cantinho esquerdo!
Pontinha do dedo, lá perto da unha; ponta do dedo do meio!

Estrepe maldito do pau da vassoura.
Pequeno e pontudo, ponteiro!
Coisa simples, tormento.

Vejo:
Praguejo:
E esbravejo:
Que merda de estrepe!

POESIA: Solidão Acompanhada.


De todas solidões, a pior é acompanhada!
Todas as outras morrem, um dia, admiradas!
Sejam deixando suas dores, sejam marcando suas chagas!

Um homem parado na estrada, ouvindo música no carro, não necessariamente é um solitário.
Ele pode estar ali por estar, apenas aprendendo a ser um pouco mais feliz sozinho.

POESIA: Ambicionar é Bom!


Seja ambicioso na vida!
Ambicione sem medo!
Isso não é ser desonesto!

Querer mais e correr atrás é bom!
Faz bem!
Promove progresso!

Por mais que a hipocrisia do mundo não considere assim e as religiões condenem, ambicionar é uma rara qualidade.
É uma virtude; é otimismo; é coragem!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Crônica: Um pouco do que penso a respeito de Machado de Assis.


Antes de adentrar a crônica, faço alguns esclarecimentos. O que expressarei a seguir não tem o intuito, tampouco a ridícula pretensão, de contestar a genialidade ou a grandeza literária de Machado de Assis. Pelo contrário, o que pretendo é externar o que penso de sua obra e, de quebra, falar um pouco da literatura nacional. Bom, feito esta ponderação, vamos à crônica:

Meu primeiro contato com a obra de Machado de Assis, assim como noventa e nove por cento dos brasileiros, - está bem, exagerei! - se deu no ambiente escolar. Imagino que seja exatamente por isso que Machado de Assis seja cultuado em sua plenitude apenas na elite intelectual, nas academias. Machado de Assis, assim como os outros autores fundamentais da literatura, precisa urgentemente deixar de ser tabus, e só se supera tabus com o conhecimento, tirando-os das sombras da ignorância. Mais recentemente é que me atentei decentemente para a grandiosidade machadiana ao ler seu primeiro livro de contos da fase realista, Papéis Avulsos, publicado originalmente em 1882, apenas um ano após Memórias Póstumas de Brás Cubas, marco do Realismo no Brasil. A certeza que se tem é que um país de poucos leitores, em números proporcionais pelo menos, terá sempre uma produção literária limitada e pobre.

Valeria quem sabe também nos fazermos as seguintes perguntas: será que Machado de Assis foi mesmo o maior escritor do Brasil? Será que não se criou muita adoração em torno de sua genialidade justamente pela exclusividade do acesso de seus livros? Será que eleger o mais importante não é e nem nunca foi importante? Na minha opinião, acredito que sim. Triste do país que precisa eleger o melhor quando se têm razoavelmente poucos leitores e escritores a se candidatarem ou a elegerem seus candidatos.

Contudo, nos acalmemos! Não há motivos só para lamúrias e chorumelas. As coisas estão mudando. Em passos lentos e preguiçosos mas estão, e eu sou um exemplo disso. Sempre li muito pouco para alguém que se deseja um escritor, no entanto, nesse período de blogueiro, tenho lido mais e me interessado muito mais por literatura. Percebo que o mesmo acontece com milhares de crianças, jovens e adultos que vêm descobrindo o prazer de um bom livro todos os dias.

Uma dica? O melhor de Machado de Assis não está nos romances, está nos seus contos, em especial, destaco três que compõe Papéis Avulsos: O Alienista, D. Benedita e A Sereníssima República. Um melhor que o outro! Três histórias originais e diferentes uma das outras! Claro que isso é uma questão de gosto, de preferência, portanto, eleja os seus.

Por mais livros abarrotando as estantes das casas para que, assim, quem sabe, daqui há algumas décadas, novos Machados, Clarices, Gracilianos, Drummonds e Guimarães Rosas nos transformem com suas obras! Por mais literatura, por mais conhecimento!

E você? Que pensa de Machado de Assis? De sua obra? Da literatura brasileira?


POESIA: Percepção e Compreensão.


O que melhor define a percepção?
É ver os detalhes das grandes coisas?
Coisas nem sempre materiais.
Que nem todos podem enxergá-las inclusive!
Que sequer precisam existir.

Percepção e compreensão são separar a crítica da emoção.
Mas só quando necessário, imprescindível!
Faculdades de apreender.

São capazes da compreensão os dotados do entendimento.
Os que sabem a importância da valoração.
Aqueles que saem de si e entram no outro.
Detetives de almas, analistas do bom coração!

O compreensivo está mais perto da perfeição.
O dotado da percepção valora o que lhe importa.
Ambos valorizam!

terça-feira, 25 de abril de 2017

POESIA: Contracultura (Bob Dylan).


Ir ao encontro dos do contra não é ser inteligente!
Nem é para ser engraçado só por ter graça.
Tem que ter sentido também, entende?
Aborrece e irrita como que, assim, sei lá, de repente.

Sigamos, como exemplos, eles, os poetas de sessenta.
Em poucas palavras, expressavam mais do que todas as coisas legais do mundo.
E as ilegais também!
Mais que uma vida inteira com todas as alegrias possíveis.
Tornavam-nas impossíveis e ridículas!

Contracultura é ser singular no que se tem de mais autêntico.
Ser genuíno sem causa, aí sim atraente!

Vide, ele, Bob Dylan!
Não era cult, afinado e nem respeitado em sua época.
Era esquisitão, o feio.
Ainda assim, foi sempre Bob Dylan, o gênio!
E você, quem acha que é?
Seja tudo menos maneiro!

POESIA: Copo de Vidro.


Metade cheio, metade vazio.
Um copo de vidro, de ar e de água.
Meio me inspira, meio mato a sede.
Meio me inspira, meio vidro, meio sede.

Um copo de água, de ar e de vidro.
Um corpo vazio e com sede.
Cheio de vida, cheio de água.
Meio me inspira, meio duvido do copo de vidro.
Meio me inspira, meio duvido da sede.

Copo de vidro.
Água.
Ar.
Copo de sede.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

POESIA: Quase Tudo!


Mais do que fazer vontades realizarem, o poderoso pode tudo.
E tudo pode!

Pode, é certo que pode!

Mas não pode com todos para sempre, por sorte!
Quase tudo, não pode mais do que pode a morte!

POESIA: Reação em Cadeia.


Maus pensamentos modificam o corpo; 
que mudam a alma; 
que transformam o mundo, 
o meu mundo, o seu e os de todo mundo; 
e que geram reações;
com consequências! 

É como se combinado com as biografias de cada um; 
nas sortes e nos azares! 
É somente um encasquetar e não para nunca mais!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

POESIA: Sapo Sábado no Sapato.


Eu tive um sapo chamado Sábado.
Pulava de um para outro sapato.
Sábado, um sapo tonto ensimesmado.
Sapo dentro do sapato: sapo Sábado!

Sabia, o sapo, o que era o meu sapato?
Sossegado, pulava no sapato, do nada, enamorado.
Sapo Sábado acocorado no sapato!
De tão tonto, um dia encontrou de ser castigado.

Peguei de jeito, o sapo estapeado.
Sapo malandro de nome Sábado!
Não fosse pouco o fardo, ensapatado, desconjuntado!
Sapo Sábado! Meu Deus! Coitado!

Para fechar a saga de Sábado, o sapo:
Sapo Sábado, então, se casou!
Sendo sério, inacreditável fato,
pelo sapato, sapo Sábado se afeiçoou.

Sábado e sapato, assim levavam:
Amor estranho, ridículo, engraçado!
Sapo Sábado, felizardo e casado!
Trava-línguas. Sapo. Amor. Sapato.



quinta-feira, 20 de abril de 2017

POESIA: Dois Papagaios.


Batendo as asas, abrindo os bicos,
avistei, em certa copa, dois papagaios.
No que me viram, olharam esquisito,
levantaram asas e depois voaram.

Voaram para a copa de uma segunda árvore. Esta, mais alta e mais frondosa.

Então, fui atrás de atrevido.
Os dois papagaios me ignoraram.
Verde Claro, Verde Figo:
assim eu, Gato, os nomeei.

Não me dei por vencido. Com minhas garras, pus-me a escalar a árvore, mas os papagaios voaram novamente.

Batendo as asas, abrindo os bicos,
avistei, no telhado, os papagaios.
No que me viram, logo sorriram,
levantaram asas e para o alto de um poste voaram.

“Está com fome, Gato? Venha nos pegar!” - um deles me provocou.
“Aqueles dois estão de brincadeira comigo!” - gato que sou, começo tudo outra vez.

POESIA: Descomplique-se!


A felicidade, na simplicidade, - com flexibilidade! - alcançam, os sinceros sem maldade!

De verdade!
Realidade.
E, claro, precisa-se vontade!
Não adianta espernear.

Descomplique-se ou continue sofrendo!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Quatro Hangouts com Excelentes Dicas aos Novos Autores.


Fala, pessoal, preparei aqui uma seleção de quatro hangouts com dicas para novos autores, todos eles do Canal Sente e Escreva, do YouTube, cuja recomendação está para lá de assegurada.
Vi todos os vídeos que postaram e recomendo igualmente os que não tiver indicado por aqui.

Pois bem, vamos à seleção:

O primeiro deles é um bate-papo informal, e não menos informativo, com a jornalista e ex-diretora do Grupo Record, Luciana Villas-Boas, que revela muitas coisas interessantes sobre o mercado de agenciamento literário. Aprendi muito, vale a pena assistir!



O segundo é praticamente uma apostila em vídeo de como um escritor iniciante deve agir para alcançar uma grande editora no momento da publicação de seu livro. O convidado do hangout é o editor da Novo Conceito, Thiago Mlaker.



No terceiro vídeo, a convidada é Natália Montuori, gerente da "Amazon Kindle Direct Publishing", a KDP, fala sobre a autopublicação digital na companhia americana, uma das gigantes do setor de vendas online no mundo, e que certamente também será gigante no Brasil.
Gostei Muito!



O quarto e último hangout da seleção aborda - de maneira muito esclarecedora diga-se de passagem! - a comunicação e o marketing literário. A convidada é a jornalista Renata Frade, MBA em gestão de comunicação corporativa, sócia-fundadora e Diretora de Conteúdos da "Punch! Comunicação & Tecnologia.".



Que acharam da seleção? Para mim, foi esclarecedor.
Compartilhem nas redes e deixem suas dicas nos comentários!

terça-feira, 18 de abril de 2017

POESIA: Cidade Azul.


Blueberries.
Mirtilos no sul!

Manhãs. Borboletas! Alvoradas.
Formam-se a paisagem, a expressão.

De quadrado em quadrado, o azul sobre o azul.
E uma vida que fluiu despretensiosa.
Com harmonia. Pace! Um pouco louca de luz.

POESIA: Singeleza!


Singeleza!
É singeleza!
Refinada singeleza!

A simplicidade em sua mais perfeita delicadeza.
O que é suave; finura e fineza.
Na miséria mais sofrida à mais alta realeza.

Deslumbramento?
É singeleza!
Na busca, no refinamento, na finesse!
Um gesto nobre por certo lúdico… com certeza!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Algumas das Grandes Participações de Escritores no Roda Vida.


Olá, pessoal, reuni nessa postagem cinco entrevistas memoráveis com escritores que admiro no programa Roda Viva, da TV Cultura, não menos histórico.

São essas, as entrevistas que escolhi:

  • Ernesto Sábato, em 1994.
Doutor em física e matemática, escritor, militante pelos direitos humanos e pintor, o convidado deste Roda Viva é um dos mais expressivos personagens do cenário cultural da América Latina: o argentino Ernesto Sábato.


  • Millôr Fernndes, em 1989.
Millôr começou a trabalhar ainda jovem na redação da revista O Cruzeiro, cujo início marcou uma trajetória por importantes veículos da imprensa brasileira. Em seus mais de setenta anos de carreira, ganhou fama por suas colunas de humor gráfico em publicações como Veja, O Pasquim e Jornal do Brasil, entre várias outras.
Em seus trabalhos, sobravam a ironia e a sátira para criticar o poder e as forças dominantes, sendo constantemente confrontado pela censura do regime militar. Dono de um estilo considerado singular, era visto como uma figura desbravadora no cenário artístico, como no teatro, onde se destacou tanto pela autoria quanto pela tradução de um grande número de peças.



  • DBC Pierre, em 2006.
DBC Pierre é o pseudônimo de Peter Finlay, autor estreante e premiado com o Booker Prize do ano de 2003, com o livro Vernon God Little, que foi editado também no Brasil.

Sobre a obra: Vernon God Little trata-se de uma novela passada numa cidadezinha do Texas, onde um jovem comete uma série de assassinatos na escola como o que ocorreu em Columbine. O livro traça um ácido panorama da vida no interior dos Estados Unidos e dos adolescentes sem rumo, expostos a uma cultura de violência e de consumismo.

A premiação de DBC Pierre, como destaque da ficção contemporânea, provocou muita repercussão. De um lado, pela qualidade literária do livro; de outro, pelas declarações do escritor de que gastaria o dinheiro do prêmio pagando dívidas contraídas quando era um jogador e um drogado militante. Australiano, criado no México, DBC Pierre frequentou o interior do Texas, vivência que ajudou a criar sua visão crítica da "beleza americana". Ele se autodeclara mexicano e vive atualmente no interior da Irlanda.



  • Adolfo Bioy Casares, em 1995, quatros anos antes de sua morte.
Com respostas objetivas, críticas aos escritores vaidosos e enaltecimento da boa literatura, Bioy Casares também foi entrevista pelo Roda Viva. Na obra desse grande argentino, destaca-se a criação de um mundo de ambientes fantásticos regidos por uma lógica peculiar e marcados por um realismo de grande verossimilhança.



  • Fernando Sabino, entrevista de 1989.
Com simplicidade, simpatia e muito bom humor, Sabino falou de mestres - como o grande Mário de Andrade, que o ajudou em seus primeiros passos - e dizia já naquela época que, na atualidade, a crítica literária criativa foi substituída pela dissecação do livro.

Os principais livros de Sabino são "Encontro Marcado, lançado em 1956, "O Homem Nu", de 1960, e "A Mulher do Vizinho", de 1962.



Espero que tenham gostado do "presentinho" porque eu gostei...

domingo, 16 de abril de 2017

POESIA: Domingo de Páscoa.


Dezesseis de Abril:
Domingo de Páscoa.

Ressurreição de Cristo:
Calvário, crucificação.

Fé a marcar a Paixão de Jesus.
Páscoa das famílias, orações, penitência e uma certa evolução!
Mesmo que limitada na restrita humana condição!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

POESIA: Que é Que é o Parlamento?


Que é que é o parlamento?
Casa de sábios?
Democracia.
Oposição?
Enfrentamento.

Teatro?
Hospício.
Mundo ideal?
Simulacro.
Dívida?
Momento.

Parlamento é tudo isso e a gente toda insistindo, falando de si todo tempo.

terça-feira, 11 de abril de 2017

POESIA: Abaixo o Novo Homem das Cavernas!


Nasceu então um certo bicho:
O Novo Homem das Cavernas.
Espécie nova, faltoso de bom espírito,
o que com violência mais violência gera!

O dedo em riste, olhar de briga,
homem que é homem conversa!
Se nervoso, vai logo para cima,
nunca se afasta, se acalma ou espera.

Mulher, nunca aguente quem te oprime! Abaixo o Novo Homem das Cavernas!

Homem novo de um tempo velho,
pouco em jogo e a confiança se quebra.
O Novo Homem é feito de sorrisos, tem amigos, ainda assim, covarde, um agressor de mulheres!

Um minuto sozinha, a mulher logo se sente desprotegida por achar que não é ninguém se não estiver acompanhada. De pronto, o Novo Homem das Cavernas ataca, a seduz então, prometendo a melhor das vidas, mas continuará raso, progressivamente perigoso.

Começa assim o ciclo de violência contra uma mulher:
Mulher frágil, carente e triste:
vítima perfeita por vários nomes.
Macho, viril, o que a conduz, destemido:
Falso forte, longe de ser verdadeiramente um Homem.

Seja em extinção ou apoiado em uma superestimada maioria, nunca se engane: o Novo Homem das Cavernas é um bandido e também um doente. Quem agride, antes se revela também um fraco! Homem que é homem de verdade, respeita e protege; é consciente da sua força física!

Ciclo mortal: opressor e oprimida.
Há de se dar um basta, um tratamento.
Foi agredida? Grite, denuncie!
Violência mais violência gera!

Abaixo a covardia e a opressão; e vamos juntos, homens e mulheres, na construção de um mundo civilizado! Abaixo o Novo Homem das Cavernas, o eterno sujeito raso!

domingo, 9 de abril de 2017

POESIA: Criançada na Rua.


Repetindo-se em um enigma,
a criançada criançando na rua.
Meninos, meninas e cachorros,
os cataventos também fazem cultura.

Em um jardim verde, podado e florido,
reinam os brancos, os amarelos e o azul.
No solo negro, reinos restritos, os formigueiros,
contemplando uma estranheza infinita, que perdura.

Cataventos que giram sozinhos.
Mês de junho: alvoroço na turma!
Alegremente como a tarde é para o Sol,
cantigas, bandeirolas, quentão e quentura!

Felicidade: cataventos girando sozinhos.
Alegria: a meninada criançando na rua.
E que se ajuntam em uma tarde para lá de feliz,
cataventos dançantes, alegres, coloridos com doçura.

Festa Junina: cantigas de roda com a turma.
Cataventos em festa: consonância mais pura.
Por outros junhos repitindo tal enigma!
Por mais criançadas criançando na rua!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

ÚLTIMO CAPÍTULO: O Vale dos Órfãos (Parte 02).


“Minha mamãe chama Zorka.” - Milena respondeu a pergunta de Klara. Graciosa, revelou. - “Mas eu não sei onde ela está. Ela desapareceu.”

Surpresa, Klara arregalou os olhos.

“Você está perdida?”

“Sim.” - respondeu, a menina de olhos azuis. - “Por que?” - quis saber.

“Porque eu também estou perdida.” - respondeu, Klara.

“Sua mamãe também desapareceu?”

“Sim.” - respondeu, Klara. Rapidamente, a pequena prometeu. - “Não se preocupa, eu te ajudo a encontrar a sua mamãe.”

“Vai me ajudar a encontrar minha mamãe?”

“Aham.” - assegurou, Klara, dizendo. - “A gente vai encontrá-la.” - ela segurou a mão de Milena e, juntas, puseram-se a caminhar pelo vale. - “Quer ser minha amiga?” - perguntou.

“Quero.” - disse, Milena.

Instantes depois, sem que tivessem ido muito longe, Klara e Milena avistaram uma majestosa raposa de fogo se aproximar de um rio, que atravessava todo o vale, para beber água. Milena, apavorada, parou no mesmo instante e perguntou:

“O que é aquilo?”

“É uma raposa de fogo.” - respondeu, Klara, normalmente.

Assim que viu a raposa em chamas, ao contrário da nova amiga, Klara não teve medo. Lembrou-se vagamente de Gabrovo, da própria raposa Velislava, da amiga Julia irritando-se com a euforia de Boris, do banquete servido pelos anjos ciganos e de todas as aventuras que viveu desde o momento em que despertara, sozinha, na clareira.

“Raposa de Fogo?” - Milena se perguntou em voz alta.

“Sim.” - Klara confirmou.

Ainda apavorada, Milena não desviou seu olhar receoso da imponente raposa. Disse, ela, para Klara:

“Acho melhor a gente ir embora.”

“Não precisa ter medo, ela não é malvada.” - Klara a tranquilizou. - “Ela não vai te fazer mal.”

“Promete?”

“Prometo.” - disse, Klara.

Referindo-se às chamas expelidas da pelagem da raposa, Milena emendou a pergunta:

“Ela não se machuca?”

“Não se machuca? Com o quê?”

“Com o fogo.”

“Não.” - disse, Klara. Ela sorriu para a amiga e explicou. - “O fogo só machuca quem faz mal para ela. Ela só quer ser amiga da gente.”

Klara voltou a segurar a mão de Milena. Juntas, se aproximaram da fera, que, por sua vez, ao vê-las, se deitou, docilmente, na margem do rio.

“Ela não parece ser malvada!” - exclamou, Milena, enfim, se convencendo de que a raposa não oferecia perigo algum.

“Eu te disse que ela não era malvada.” - lembrou, a menina de Gabrovo.

Iluminadas pelas chamas da raposa de fogo, Klara e Milena bocejaram, deitaram-se na margem do rio e adormeceram docemente.

Não haviam motivos para tristeza. Sentiam-se plenamente felizes.

Fim da História.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

ÚLTIMO CAPÍTULO: O Vale dos Órfãos (Parte 01).


Por mais que Klara se esforçasse, foi difícil acreditar no que seus olhos enxergavam. O vale ficava ainda mais belo conforme as estrelas distribuíam-se um pouco acima do horizonte montanhoso e, no céu, uma tonalidade alaranjada só se intensificava. Tudo era deslumbrante. Não havia o lago com peixes coloridos que a pequena búlgara imaginou existir, porém, enquanto o balão ainda se aproximava, ela se deparou com um rio harmonioso e cristalino, cujas águas pareciam deslizar sobre a terra, e com uma extensa plantação de rosas brancas e amarelas.

O imenso balão roxo, enfim, pousou.

Lazar levantou Klara e a ajudou a saltar para o lado de fora, onde, sem dizer nada, ficou observando o vale. Só depois, despertando-se do encantamento na qual pareceu ter sido tomada, é que Klara olhou para trás e perguntou para Doriana:

“Esse é o vale?”

“Sim, querida.” - respondeu, a balonista, amorosamente. De dentro do balão, perguntou. - O que achou?

“É muito bonito.” - Klara respondeu.

Numa felicidade que só aumentaria, começou a andar, afastando-se do balão. Não podia ficar parada, só observando, tinha que conhecer cada canto daquele lugar.

O casal de balonistas permaneceu dentro do cesto. Serenos, limitaram-se a observá-la até que uma menina, que havia desembarcado de um balão verde-escuro, se aproximou de Klara.

“Olá, o meu nome é Milena.” - se apresentou.

Milena aparentava ser mais nova do que Klara. Tinha olhos azuis, sua pele era naturalmente pálida e os cabelos eram lisos e castanhos. No rosto, seus traços eram absolutamente graciosos.

Longe de serem as duas únicas meninas que desembarcavam naquele vale, dos balões que, antes, cobriam o céu também desembarcavam outras meninas.

“Oi, eu me chamo Klara.” - timidamente, a pequena búlgara se apresentou à menina de olhos azuis. - “Eu vim naquele balão roxo.” - disse, ao olhar para trás e ver Lazar e Doriana dentro do cesto. - “Eles me trouxeram até aqui.” - revelou. - “Eles são muito legais.”

“Como é o nome da sua mamãe?” - perguntou, Milena.

Curiosa, queria saber mais sobre Klara, que, sem hesitar, respondeu:

“O nome dela é Liza.”

Nesse meio tempo, enquanto as duas meninas começavam a se conhecer, Lazar e Doriana decidiram, então, que deveriam partir, deixando Klara no vale. A bela balonista reacendeu a chama do maçarico, aquecendo, mais uma vez, o ar dentro do balão roxo, que pôs-se a subir rapidamente.

Milena se mostrava tão encantada com o vale quanto a pequena Klara.

“Minha mamãe nunca me trouxe aqui antes.” - revelou.

“Qual é o nome dela?” - perguntou, Klara, que não se entristeceu no momento em que viu o casal de balonistas partir sem se despedir dela.

Encontrara, afinal, uma nova amiga e não havia porquê ficar triste. E também havia chegado no Vale das Rosas, o lugar mais bonito que imaginou existir.

Ganhando altitude e como se nunca houvesse existido, o balão de Doriana desapareceu atrás de uma nuvem solitária.


CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

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