terça-feira, 25 de abril de 2017

POESIA: Contracultura (Bob Dylan).


Ir ao encontro dos do contra não é ser inteligente!
Nem é para ser engraçado só por ter graça.
Tem que ter sentido também, entende?
Aborrece e irrita como que, assim, sei lá, de repente.

Sigamos, como exemplos, eles, os poetas de sessenta.
Em poucas palavras, expressavam mais do que todas as coisas legais do mundo.
E as ilegais também!
Mais que uma vida inteira com todas as alegrias possíveis.
Tornavam-nas impossíveis e ridículas!

Contracultura é ser singular no que se tem de mais autêntico.
Ser genuíno sem causa, aí sim atraente!

Vide, ele, Bob Dylan!
Não era cult, afinado e nem respeitado em sua época.
Era esquisitão, o feio.
Ainda assim, foi sempre Bob Dylan, o gênio!
E você, quem acha que é?
Seja tudo menos maneiro!

8 comentários:

  1. Ótimo poema, mas eu classificaria como uma crônica. Adorei, de verdade!

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  2. eu sempre fui o esquisitão, ainda mais na escola. Hoje, as pessoas reclamam de barriga cheia, no meu tempo até apanhar já apanhei, mas é naquele garoto Nerd e cheio de autenticidade que não mudou seu jeito para ser aceito que eu acredito, e mesmo que ainda não tenha alcançados meus objetivos estou feliz aonde estou e onde estou caminhando, faço o que faço por ele, aquele garoto que sofreu e mudou bastante até se transformar em mim. Lembrei bastante da minha infância com seu texto!
    www.dobbyapresenta.blogspot.com

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    1. Que bom que o tempo não para, não é mesmo Dobby?

      Obrigado pela tua visita a este blog e que bom que gostou desta poesia.

      Abraço!

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  3. Gostei do poema. E as rimas ficaram em harmonia como se fosse uma música. Parabéns!

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  4. Adorei, mais uma poesia bem moderna sua com um tema de reflexão. Acho que o importante, parafraseando a Pitty (rs), é ser você, mesmo que seja bizarro. Aliás, justamente por ser bizarro, porque bizarro é bom, é diferente, é autêntico.

    Parabéns!
    Beijos.

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    1. Isso aí, Amanda... autênticos acima de tudo!

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