CAPÍTULO 03: VOVÓ YORDANKA (Segunda Parte).


“Você é a minha vovó?” - perguntou.

“Sim, querida, sou sua vovó.” - respondeu, Yordanka, que, logo em seguida, perguntou. - “Dormiu bem?”

Lembrar-se das fotos também fez Klara se lembrar de Liza. Invés de responder à avó, a menina perguntou:

“Aonde ela foi?”

“Ela?” - intrigada, Yordanka perguntou de volta. - “De quem está falando?”

“Da minha mamãe.” - respondeu, Klara, em tom triste.

“Não precisa ficar triste, minha querida.” - Yordanka se apressou em consolar a neta. - “Eu não sei onde a mamãe está, mas podemos procurá-la.” - disse, penteando os cabelos da menina com os dedos. - “Vamos procurá-la juntas, o que acha?” - concluiu, prestativa.

“Está bem.” - Klara aceitou.

A velha e a menina puseram-se, então, a caminhar. Saíram da clareira e se embrenharam na vegetação fechada do parque que as rodeava.

“Está com fome?” - quis saber, Yordanka, enquanto caminhavam.

A menina respondeu que sim, acenando com a cabeça. Sentiu a barriga roncar de fome.

“Ótimo!” - exclamou, a velha, que arrancou um sorriso da menina ao dizer com entusiasmo. - “Eu também estou com fome, ou melhor, com muita fome, muita fome mesmo!”

“Aonde a gente vai, vovó?”

“Vamos para um lugar onde a gente pode procurar coisas gostosas para comer.” - respondeu, Yordanka.

Conforme caminhava, além de ouvir o cantar dos pássaros e os ruídos instigantes da mata, Klara também podia ouvir as águas do imponente rio Danúbio seguindo seu curso. Ouvia-o claramente apesar dele correr há uma certa distância de onde a menina estava.

Desde o exato momento em que abriu os olhos, seus sentidos encontravam-se apurados de maneira espantosa. Sentia-se mais espírito do que corpo e mais viva, apesar de morta. Contudo, também se lembrava de sua mãe, e, de repente, enquanto caminhava de mãos dadas com a avó, ao lembrar-se de sua própria casa e de alguns dos raros momentos felizes que viveu lá, parou, dizendo:

“Espera, vovó!”

“O que foi, querida?” - perguntou, Yordanka, encarando a menina com surpresa.

“Eu sei onde a minha mamãe está, vovó!” - Klara respondeu, eufórica, puxando-a, pelo braço, para retornarem à clareira. - “Vamos voltar, ela está em casa!” - pediu.

CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.



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