O RESGATE DE LAZAR: Segunda Parte do Capítulo.


“Malvado?” - a bela balonista encarou a menina com preciosismo. - “Por que acha que ele é malvado?” - perguntou.

“Porque ele está sempre aprontando.” - respondeu, Julia, com certo exagero. - “Não consegue ficar quieto, não sabe se comportar e só me arruma problemas. Quando não desaparece, está infernizando a vida de alguém.”

Discreta, a balonista abriu um sorriso enquanto ouvia, pacientemente, Julia reclamar:

“Eu gosto muito do Boris, mas ele vive latindo para todo o mundo e para tudo. Ele é terrível.”

“Mesmo assim, eu imagino que você deve gostar muito dele.” - ela acrescentou, divertindo-se com a irritação da menina.

“Sim.” - assegurou, Julia, confessando. - “Apesar de tudo, eu gosto muito dele.”

“Muito?”

“Sim, muito.”

Lazar, que assistia a conversa da amada sem interrompê-la, apresentou as meninas:

“Essas são Julia e Klara, minhas duas novas amigas.” - indicou-as, respectivamente.

“Olá, meninas.” - cumprimentou, a balonista, que também se apresentou. - “Muito prazer, meu nome é Doriana. Sou a noiva de Lazar.”

“Olá.” - respondeu, Julia, alegremente.

“Oi.” - emendou, Klara.

Além de bela e charmosa, Doriana tinha um tom de voz amável e era alguns centímetros mais baixa em relação a Lazar. Seus cabelos eram compridos, castanhos, encarolados e, na altura do pescoço, estavam amarrados por uma fita verde-escuro de cetim.

Logo depois de apresentar as meninas, Lazar levou a amada para ver, pessoalmente, os estragos em seu balão.

“Eles estão completamente vazios.” - Doriana conferiu os cilindros na qual deveria estar o combustível.

“Como já disse, não percebi que estava sem combustível.” - Lazar se justificou, voltando a ficar envergonhado. - “Fiz uma aterrizagem e tanto!” - bufou.

“E veja esses rasgos no tecido!” - exclamou, Doriana, que seguiu conferindo os estragos no balão acidentado. - “Definitivamente, não há nenhuma chance dele levantar voo novamente. Estou impressionada que você não tenha se machucado.”

“Fiz uma aterrizagem e tanto.” - repetiu, Lazar, confessando. - “Tive sorte. Pensei que fosse morrer.”

Conforme Doriana conferia o balão, o constrangimento de Lazar só se fazia aumentar. Ele, então, desconfortável com toda aquela situação, tentou mudar de assunto. Olhou para Boris e disse:

“Estive pensando em adotarmos um cão. Que acha?”

“Vamos ter que seguir viagem no meu balão.” - disse, Doriana, invés de responder. - “Aceita uma carona?” - perguntou.

“Aceito, honrado, sem pensar duas vezes.” - respondeu, o balonista búlgaro, em tom solene e apaixonado.

Nesse meio tempo, Julia vigiava Boris com olhos estreitos, impedindo-o de aprontar novamente.

“Comporte-se, seu malvado!” - repreendeu-o, a menina.


CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

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