A Segunda Queda do Balonista (1° Parte).


Foi Boris, ao latir e correr, quem avisou Julia e Klara sobre a aproximação do balão amarelo.

“Eu gosto muito dele, mas ele sempre consegue me irritar.” - disse, Julia, à amiga, referindo-se ao cão pastor búlgaro. Ambas brincavam no quarto e, portanto, ainda não haviam visto o balão. - “O que será que ele quer agora?” - perguntou-se.

Sem demora, foram ver o que estava acontecendo. Ao atravessarem a sala e saírem da casa, viram Velislava, olhando para o céu, e Boris, latindo cada vez mais alto conforme o balão, aos poucos, se aproximava.

“Fica quieto, seu malvado!” - Julia o repreendeu e, logo em seguida, exclamou para Klara, colocando-se ao lado da raposa e olhando para o céu. - “Olha, é um balão!”

Klara, prontamente, olhou na direção que Julia apontou. Ao avistar o balão, perguntou:

“Ele está vindo para cá?”

Julia respondeu que sim.

“Mas quem é que está vindo?” - quis saber, Klara, curiosa.

“Só pode ser ele.” - murmurou, Julia, como se a resposta fosse a mais óbvia do mundo.

Aquele balão não era estranho para ela, no entanto, Klara se mostrou ainda mais curiosa.

“Ele, quem?” - perguntou.

“Aquele é o balão de Lazar.” - disse, a menina ruiva.

A resposta causou enorme estranhamento em Klara. Quando o balão já estava bastante próximo do chão, a menina de Gabrovo quis saber:

“Mas por quê ele está vindo para cá?”

“Não sei.” - Julia respondeu com sinceridade.

Mal sabiam que a bordo daquele balão Lazar passava apuros. Tentava, desesperadamente e sem sucesso, reacender a chama do maçarico enquanto que o imponente balão amarelo murchava, despencando do céu.

“Saiam da frente, meninas!” - ao vê-las, o balonista búlgaro debruçou-se sobre o cesto e gritou. - “O balão está caindo!”

“O que ele disse?” - Klara olhou para a amiga.

“Ele disse para a gente se abaixar!” - exclamou, Julia, que, imediatamente, a puxou pelo braço e a deitou no chão.

A queda se deu com razoável violência. Passando alguns centímetros acima delas, ao tocar o chão, o cesto virou e Lazar foi arremessado para a frente, caindo de barriga para cima.

Igualmente preocupadas, Julia e Klara se levantaram do chão e correram para ajudá-lo.

“O senhor está bem?” - perguntou, Julia.

Invés de responder, Lazar perguntou de volta:

“Onde eu estou, meninas?”

“Na minha casa.” - respondeu, a menina ruiva.

Boris, reconhecendo o balonista caído no chão, parou de latir e lambeu-lhe o rosto.

“Como vai, Boris?” - ele cumprimentou o cão, que, em resposta, latiu, abanando o rabo.

Julia, preocupada com o balonista, voltou a perguntar:

“O senhor está bem?”

“Sim.” - respondeu, Lazar, revirando os olhos. - “Dessa vez, se eu não tiver quebrado nenhum osso, estou convencido de que serei o homem mais sortudo do mundo.” - tranquilizou-as, descontraidamente. - “Se meu corpo ainda não reclamou é porquê não me machuquei, mas obrigado pela preocupação. Estou bem.”

Com cuidado, elas o ajudaram a se levantar e Lazar, então, recompondo-se da queda e do enorme susto, ficou de frente para a casa de Julia. O balonista búlgaro viu a imponente raposa de fogo perto da varanda, e, junto com as meninas e o cão pastor, foi até ela e a cumprimentou:

“Como vai, minha velha amiga?”


CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

Comentários