Capítulo 16: A Despedida (1° Parte).


“Não está chateado com o Boris?” - quis saber, Julia, ao mesmo tempo que encarava o balonista.

A pergunta veio após Lazar conferir os estragos, causados por Boris, no seu balão e não mostrar qualquer irritação com o que via.

“E por quê eu deveria me chatear com ele?” - invés de responder, o balonista perguntou de volta. - “Boris é um bom cão!” - exclamou. - “É muito levado, eu reconheço, mas, mesmo assim, é um bom cão.”

“O Boris, um bom cão?” - visivelmente intrigada, Julia arregalou os olhos. Logo em seguida, olhou para Klara convicta de que ele não o conhecia tão bem quanto elas o conheciam. Disse para Lazar, referindo-se ao cão pastor. - “Ele não pode ser um bom cão. Ele é um grande desastrado e um trapalhão, isso sim.”

O ceticismo, rapidamente, daria lugar a uma surpresa. No céu, um ponto roxo, que só se fazia aumentar, chamou a atenção de Boris, que começou a latir e correr ao encontro do balão.

“O que será que ele quer agora?” - perguntou-se, Julia, ao ouvi-lo latir. A menina ruiva olhou para cima e viu o ponto roxo, aos poucos, se destacar do céu. - “Olha, é outro balão!” - exclamou.

“Sim.” - disse, Lazar, afirmando. - “É o balão de Doriana.”

“De quem?” - Klara perguntou.

“É o balão de Doriana, a minha amada.” - respondeu, ele, em tom apaixonado.

Quando o cesto, enfim, tocou o chão, para o indisfarçável orgulho das meninas, o balão roxo pousou suavemente, um feito aparentemente impossível para Lazar, que, em suas duas últimas aterrizagens, tivera muita sorte de não se machucar.

Com desenvoltura, a bela balonista saltou para fora do cesto.

“Me atrasei?” - perguntou, depois de beijá-lo.

Lazar respondeu que não, balançando a cabeça.

“Enquanto descia, vi alguns rasgos no seu balão.” - continuou, Doriana, perguntando, preocupada. - “O que houve?”

“Digamos que eu tive outra má sorte.” - respondeu, Lazar, com certo constrangimento. - “Aliás, não sei o que seria de mim sem você.” - desconversou, sorrindo para ela. - “Eu estou bem.” - garantiu. - “Apesar de ter feito uma aterrissagem bastante difícil, estou bem.”

“Fico feliz em ouvir isso.” - assentiu, Doriana, mais tranquila. No entanto, ao ver Klara observando-a timidamente, perguntou. - “E a pequena, como ela está?” - queria saber se Klara havia, enfim, reencontrado a sua família.

“Ela está bem.” - respondeu, Lazar, que, em voz suficientemente baixa para que somente a amada o ouvisse, completou, não hesitando em lamentar. - “Pobre menina órfã, não tem ninguém que a cuide!”

“Yordanka a abandonou?” - perguntou, Doriana, também em voz baixa.

“Sim.” - Lazar respondeu. Convicto, ainda disse. - “Vamos ter que lavá-la para o vale.”

Igualmente convencida de que era o ideal a se fazer, Doriana concordou de imediato.

“Não podemos partir e deixá-la aqui.” - sussurrou.


CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

Comentários

  1. Só gostava de saber o que essa menina tem contra esse cão :p Terei perdido alguma coisa?!
    Mas a história vai se desenrolando e eu estou a gostar bastante ^^

    Pseudo Psicologia Barata

    ResponderExcluir
  2. Obrigado, Bia, Julia não tenho nada contra ele. Trata-se de uma menina implicando com seu cachorro, haha.

    Abraço, obrigado pelo comentário e volte sempre!

    ResponderExcluir
  3. Peguei a história pelo meio, mas terei que voltar pra conferir o início já que gostei muito do que li. Já vou pegar a defesa de Boris heheh. Muito bom!

    *☆* Atraentemente *☆*

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Confira sim, Evandro, boa leitura! Espero que goste.

      Excluir
  4. Confesso que me distrai com o nome da moça, Doriana. Juro que por um minuto fiquei imaginando um balão de manteiga voando pelos ares, :D Parabéns pela história!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Talvez, balão de manteiga em um céu de maionese? hehe

      Excluir

Postar um comentário

Caro leitor(a), seu comentário é importante por aqui. Diga-me suas opiniões ou impressões sobre a postagem que acabou de ler que as lerei com carinho.

Obrigado desde já!
Volte sempre!