Terceira Parte de O Quadro Misterioso.


Enquanto isso, Velislava, da porta, observava as duas meninas paradas diante do quadro. A majestosa raposa parecia querer dizer alguma coisa que nem ela própria compreendia bem o que era. Tinha uma ligação muito forte com a mulher do quadro e, de um certo ponto de vista, guardadas as devidas peculiaridades, pareciam até ser a mesma pessoa.

“Como ela se chama?” - perguntou, Klara, à amiga, olhando fixamente para o rosto da mulher.

“Não sei.” - respondeu, Julia, que, entediada com aquele mistério e ansiosa para voltar a brincar, convidou. - “Vem, esquece esse quadro e vamos voltar a brincar.”

De volta no quarto, assim que sentou na cama e pôs a boneca menor junto com as outras duas, Julia fez a seguinte pergunta:

“Como é o seu quarto?”

Estava curiosa para saber se a amiga tinha muito mais bonecas do que ela.

“O meu quarto tem muito espaço para brincar.” - respondeu, Klara, que fechou os olhos e se lembrou de cada detalhe enquanto dizia. - “Fica na parte de cima da casa, ao lado do quarto da minha mamãe. As paredes são brancas e a janela é grande o bastante para a luz do Sol entrar.” - imaginando-se, de volta, em seu quarto, a pequena podia sentir os raios de Sol aquecer seu rostinho. - “Sabia que eu moro perto de um rio?” - perguntou.

Julia abanou a cabeça, respondendo que não.

“O nome dele é Yantra.” - emendou, Klara, ainda com os olhos fechados. - “Meu quarto é cheio de bonecas e a minha cama tem quatro travesseiros. Eu adoro brincar no meu quarto!” - exclamou.

Por um instante, teve a sensação de nunca ter saído dele. Sentia-se estranha, pois, desde que acordara na clareira sozinha e encontrara a avó, era como se o mundo de antes, doente e cinzento, estivesse morto e outro renascido no lugar. Klara abriu os olhos e disse:

“Quando eu voltar para a minha casa, você pode me visitar, se quiser. Eu te mostro as minhas bonecas.”

“Você tem mesmo muitas bonecas?” - perguntou, Julia, pondo sentada na cama uma das suas três bonecas velhas.

A pequena respondeu que sim.

Brincando, o tempo passou rápido naquela manhã. No entanto, em momento algum, Velislava foi até o quarto da filha. A raposa de fogo chegou a entrar na sala empoeirada, mas, rapidamente, voltou e se sentou perto da varanda, onde, junto com Boris e com o focinho voltado para cima, ficou vigiando o céu azul-turquesa.

Pareciam esperar alguém que não demorou a chegar.

CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

Comentários

  1. Ate hoje fico curiosa pra sabe o tanto de bonecas que minhas primas tem, a infância saiu de mim menos eu dela kk, ja estou querendo saber oque vem no proximo post o.o , bjos sucesso pra você.

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    1. Oi, Vanessa, a infância nunca sai da gente, seja menino ou menina.

      Obrigado pelo comentário e volte sempre!

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