POESIA: Dois Papagaios.


Batendo as asas, abrindo os bicos,
avistei, em certa copa, dois papagaios.
No que me viram, olharam esquisito,
levantaram asas e depois voaram.

Voaram para a copa de uma segunda árvore. Esta, mais alta e mais frondosa.

Então, fui atrás de atrevido.
Os dois papagaios me ignoraram.
Verde Claro, Verde Figo:
assim eu, Gato, os nomeei.

Não me dei por vencido. Com minhas garras, pus-me a escalar a árvore, mas os papagaios voaram novamente.

Batendo as asas, abrindo os bicos,
avistei, no telhado, os papagaios.
No que me viram, logo sorriram,
levantaram asas e para o alto de um poste voaram.

“Está com fome, Gato? Venha nos pegar!” - um deles me provocou.
“Aqueles dois estão de brincadeira comigo!” - gato que sou, começo tudo outra vez.

Comentários

  1. Opa... Muito bom esse "Conto/Poesia" Camilotti. Não sei se tive pena do gato ou dos papagaios. Ao mesmo tempo que torci para que ele pudesse se alimentar, torci para que as aves pudesse fugir do bichano. Uma escrita sensacional, não torci por ninguém e ao mesmo tempo torci por todos, sucesso!


    Frank S. C. Writer
    franklinsousa.com.br

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  2. Oi Rob! Eu gosto muito dos seus textos, esse em especial me encantou ainda mais. Simplesmente maravilhoso! Parabéns!

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  3. Adorei o texto! Parabéns, ficou muito bem escrito!
    By: Evy | atravesdaescrita.blogspot.com

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